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"Quebra-tolas"

Para quebrar o silêncio bloguístico desta página, nada melhor que um problema para desafiar os alunos. Aceder a: Oxygen electrode (oxygraph) recordings.

a) descobrir qual o dado experimental mencionado que não está de acordo com o que foi apresentado na aula (esta é a parte fácil);

b) descobrir qual a contradição interna do texto explicativo.

Comentário(s)

Ninguém arrisca? Olhem que vou fazer perguntas durante as próximas aulas.

A introdução que fizemos de ATP da aula também conta para a pergunta? Ou é relacionado apenas com Sucinato + ADP?

Só com o succinato+ADP. A adição prévia de ATP é uma particularidade de mitocôndrias de tecidos vegetais de reserva.

Por aqui fala-se chinês...

Claro, Hugo. Quando queremos tornar as coisas inteligíveis para o comum dos mortais, usamos o "bolonhês", 8-).

No meio daquilo tudo há uma coisa que me está a fazer espécie. No texto refere-se o stage 3 como respiração mas no gráfico o stage 3 é referido como activação e o stage 4 é que é referido como respiração. Então em que é q ficamos 3 ou 4?

É verdade, na aula perguntou-nos se o pH no exterior da mitocôndria aumentava ou diminuia se adicionassemos um transportador de iões positivos que os carregasse para o interior da mitocôndria. Sabemos que aumentava pq foi dito na aula, mas não chegou a dar-nos a justificação para o facto (já agora fiquei curioso pq cada vez q penso no assunto fazia mais sentido que o o pH diminuisse).

Relativamente à primeira questão, suponho que a leitura do segundo parágrafo do texto que acompanha a figura torna a interpretação mais fácil. Distingue-se aí entre respiração activa (3) e "passiva" (termo meu) (4). Mas claro que os dois estados são respiração, uma vez que pressupõem o funcionamento da cadeia de transporte de electrões até ao dador final, o oxigénio.

Quanto à segunda questão, tem inteira razão: o pH externo nestas condições diminuirá, já que o potential de membrana se reduz, reduzindo-se assim a "oposição" à saída "líquida" de mais protões (com manutenção da força protonomotriz). O que aumenta é o ?pH (delta pH), a diferença entre os valores de pH dentro e fora da mitocôndria. Se, inadvertidamente, disse o contrário na aula, o engano foi meu.

Relativamente à questão b) original, o problema, para mim, reside no que está escrito no terceiro e quarto parágrafos. Fará sentido falar de "coupling" mitocondrial quando se admite que o estado 4 estará influenciado por ATPases EXTERNAS às mitocôndrias? Opiniões?

Se a definição de "coupling" que eu tenho está correcta fala-se de "coupling" para nos referirmos à existência de fosforilação de ADP em ATP ligada ao consumo de oxigénio sendo que a não existência dessa fosforilação aliada ao consumo de oxigenio se define como a não existência de "coupling". Pressupondo que o que esta acima descrito está correto (espero eu) , sabendo que no estado 4 não existe ADP disponivel no interior da mitocondria e sabendo que este estado 4 é influenciado por ATPases externas (fontes de ADP) fica tudo pendente do transporte de ADP para o interior da mitocõndria. Para mim faz sentido falar de coupling mitocôndrial uma vez que o facto dos fornecedores de ADP se encontrarem fora da mitocondria nao interessa, interessa sim a posiçao (no interior da mitocôndria) em que se encontram os complexos responsaveis pela respiração e pela fosforilação.

Ora ainda bem que temos um ponto de partida. Então vamos continuar o raciocínio, admitindo a hipótese da existência de ATPases externas em tal quantidade que qualquer ATP produzido (e exportado através do trocador) é imediatamente hidrolisado, fazendo com que a velocidade de estado 3 e de estado 4 sejam iguais. Qual é o "coupling" nesta circunstância?

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