" /> Bioquímica (s)em rede: fevereiro 2005 Archives

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fevereiro 28, 2005

Tempo de estudo

A saída recente do Decreto-Lei nº 42/2005 (ver Regulamentação de Bolonha) veio definir, entre outros, os parâmetros de aplicação dos regime de créditos ECTS (European Credit Transfer System). Um ano de trabalho corresponde a 36-40 semanas (entenda-se aqui de aulas e de avaliação), com a tradução em horas de trabalho efectivo: 1500-1680 horas (artigo 5º, c)). Considerando que a assistência às aulas também conta, umas contas rápidas mostram que se espera que cada aluno dedique cerca de três horas por dia ao estudo durante as aulas (mais, é claro, no período de exames). Opiniões?

fevereiro 25, 2005

Bioquímica: chata, chata e chata

O problema concreto que se põe a um professor de uma disciplina como Bioquímica é, basicamente, o compromisso a fazer entre memorização de factos e esquemas metabólicos e compreensão e aplicação dos mesmos pelos alunos. Uma contribuição para esta discusão foi feita por Graham R. Parslow, no comentário que publicou recentemente na revista Biochemistry and Molecular Biology Education (32(6): 415, 2004)

Metabolism: Dull, Lifeless, and Boring?

Uma sugestão para ajudar neste dilema é a frequência de um "Workshop" intitulado "Effective teaching", organizado por MJCosta, da Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho.

Effective Teaching

Informações para inscrição em Programa internacional pós-graduado

fevereiro 21, 2005

De volta ...

Primeiro dia de aulas do segundo semestre na FCTUC. Vamos lá ver como tudo vai correr. O Departamento sofreu alterações que, espero, sejam do agrado de todos e contribuam para uma experiência mais intensa. Um recado: já se lembraram de requisitar um endereço de correio electrónico da UC? É que, sem isso, não terão acesso electrónico completo à "Web on Campus" (materiais disponibilizados pelos professores) nem acesso à rede "wireless", que também deverá ser instalada muito em breve no Departamento.

fevereiro 10, 2005

Provocação

Um comentário à entrada anterior levou-me a reflectir um pouco sobre o significado de copiar.
Copiar é uma forma de auto-desqualificação, um reconhecimento de incapacidade para fixar ou compreender um determinado assunto ou aspecto da matéria. Tem ainda a desvantagem de ser um comportamento adictivo: resultando uma vez, passa a haver uma tendência para a maior utilização da estratégia.
Um aspecto curioso tem a ver com o facto de ser uma estratégia de curto prazo (entregar um relatório a tempo; passar à disciplina; terminar o curso) com possíveis consequências a longo prazo, na vida profissional do indivíduo. É uma aceitação da mediocridade, uma recusa da procura da excelência.
Mais: é aceitar jogar o jogo das notas, com regras que não se controlam. É geralmente aceite que as notas obtidas não reflectem o real valor da pessoa como estudante. Há aspectos a considerar que as notas ignoram totalmente, mas que são altamente importantes para a actividade profissional. Como por exemplo a capacidade de trabalhar em equipa ou a capacidade de síntese, essencial à elaboração de relatórios credíveis.
Muitas das disciplinas iniciais de um curso superior fornecem ferramentas de base para o trabalho futuro. A recusa a tentar compreendê-las, o não tentar transformá-las em conhecimento que possamos chamar nosso, porque fruto do nosso trabalho, resultará forçosamente em trabalho extra no futuro ou no uso de estratégias mais ou menos viciadas para não fazer ou passar o trabalho a outros. Não é propriamente um futuro brilhante para um jovem promissor que frequenta neste momento o Ensino Superior.
É, naturalmente, uma escolha individual. Que não se faz sem esforço. Valerá a pena?

fevereiro 05, 2005

Um caso sério

(Em simultâneo com o Que Universidade?)

Segundo o Expresso, a Universidade de Helsínquia suspendeu o protocolo Erasmus com a Universidade do Porto por ter detectado um aluno da UP a copiar num exame.

Aluno punido por copiar (com assinatura electrónica)

PS: Também no Público: Universidade